Calculo de Férias proporcionais

Calculo de Férias proporcionais – Nada mais gratificante para um trabalhador, do que chegar ao fim de mais uma temporada de trabalho e poder desfrutar do fruto de seu suor. É claro que estamos falando das sempre muito aguardadas férias.

Se você ainda não tirou férias nos últimos 8 meses, é certo que já vive a expectativa de aproveitá-las. Por outro lado, se entrou de férias recentemente, é certo também, que você ainda está “sob o efeito” delas. De uma forma ou de outra, as férias são sempre assunto.

O direito às férias é uma das conquistas trazidas pela Consolidação das Leis Trabalhistas em 1943.

Calculo de Férias proporcionais Neste artigo vamos aprender quem tem direito a férias proporcionais, como fazer Calculo de Férias proporcionais.

Quem tem direito a férias

Têm o direito a férias, todo o empregado que trabalha durante 12 meses consecutivos para um mesmo empregador. Em geral, as férias costumam ser de 1 mês ao ano.

O principal objetivo das férias é prover descanso ao trabalhador, amenizando assim todo o stress causado pela rotina de trabalho.

Opcionalmente, é possível optar por tirar a férias em dois períodos no ano, desde que nenhum deles seja inferior a 10 dias.

Além dos dias concedidos, o trabalhador que entra de férias tem direito também ao seu salário normal (sem descontos), acrescido de um terço de seu valor.

Por exemplo, um trabalhador que ganha 1 mil reais, após 12 meses de trabalho, receberá 30 dias de férias e cerca de 1.330 reais, pagos antes de entrar de férias.

Sendo assim, portanto, o cálculo das férias é proporcional ao período de meses consecutivos trabalhados.

Esse dinheirinho a mais concedido nas férias, serve justamente para conter eventuais gastos extras durante o período. Nada mais justo, né?

Como fazer calculo de férias proporcionais

Existe também as chamadas férias proporcionais, que são concedidas quando o trabalhador é demitido ou pede demissão antes de completar um ano de trabalho.

Nesse caso, diante da impossibilidade na concessão do benefício ao trabalhador, as férias são concedidas em dinheiro, cujo valor é proporcional aos meses trabalhados.

O benefício não conta com uma exigência mínima de meses trabalhados e pode ser concedido até mesmo para quem ficou apenas um mês na empresa.

Calcular férias proporcionais

Muitas pessoas acham difícil realizar o calculo de férias proporcionais, mas é mais fácil do que parece. Para calcular o valor das férias proporcionais, primeiro deve-se dividir o valor de seu salário bruto por 12 e então multiplicar por cada mês trabalhado para a empresa.

Por exemplo, se você recebe 1000 reais e trabalhou 8 meses para a empresa, você terá direito a férias proporcionais de 1000 dividido por 12 vezes 8. Ou seja, cerca de 670 reais.

1000/12*8  = 666,66

O valor das férias proporcionais é pago junto com os dias trabalhados, até a data do desligamento da empresa.

Caso tenha sido desligado antes de o “mês virar”, por exemplo, tenha trabalhado 4 meses e 15 dias. Você terá direito também ao valor proporcional a esses dias.

Vale ressaltar, que para efeitos de cálculo, as horas extras trabalhadas também contam.

Além disso, faltas não justificadas geram desconto no benefício. Para evitar ter descontos no cálculo, deve-se ter no máximo 5 faltas não justificadas no período.

Saiba mais:

Tabela de ferias proporcionais

Tabela de Férias em Função do Número de Faltas não Justificadas

A cada Período Aquisitivo Normal de 12 Meses tabela de ferias proprocionais Períodos Proporcionais na Rescisão Contratual Calcular ferias proprocionais

Conforme Consolidação das Leis do Trabalho

Art. 130 – Após cada período de 12 (doze) meses de vigência do contrato de trabalho, o empregado terá direito a férias, na seguinte proporção: I- 30 (trinta) dias corridos, quando não houver faltado ao serviço mais de 5 (cinco) vezes; II- 24 (vinte e quatro) dias corridos, quando houver tido de 6 (seis) a 14 (quatorze) faltas; III- 18 (dezoito) dias corridos, quando houver tido de 15 (quinze) a 23 (vinte e três) faltas; IV – 12 (doze) dias corridos, quando houver tido de 24 (vinte e quatro) a 32 (trinta e duas) faltas. (Consolidação das Leis do Trabalho)

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